Mínimos de time: tire um bom rendimento da sua equipe

Mínimos de time: tire um bom rendimento da sua equipe

Você pode ter o dream team, os melhores funcionários para cada etapa do seu processo produtivo, ter uma vasta experiência e um bom produto, mas o seu time não irá funcionar sem essas sete ações.

Os mínimos de time é uma metodologia para garantir que a sua liderança está fazendo o possível para obter bons resultados. Ou seja, não podemos colocar o peso de erros nas costas dos liderados se não trabalhamos com o básico.

Nesse artigo você vai saber quais são essas ações, o porquê e como aplicá-las.

Quem é o responsável afinal?

Péssimos líderes, gerentes e diretores têm o costume de terceirizar a culpa de um fracasso. Seja o contexto inserido ou algum funcionário, sempre haverá um responsável por alguma derrota:

  • Perdemos o cliente? “O responsável por tudo isso foi aquele analista que errou aquele dia e que desencadeou um efeito dominó de erros.
  • Não entregamos a meta? “Também, a economia não colaborou para entregarmos o sucesso.
  • Aumentamos os nossos custos mensais? “Demite aquele assistente que não rende um centavo.

E o contrário também acontece:

  • Entregamos a meta? “Bom, isso foi graças ao dinheiro que investimos em anúncios.
  • Conquistamos um cliente? “Claro! Se não fosse pela minha liderança e pelo ótimo produto que entregamos…

Já notou? Que a culpa da derrota é de algum colega com exceção do líder e que a vitória nunca é da equipe?

Se esconder atrás do cargo é mais comum do que parece e geralmente acontece como uma forma de blindagem emocional. Gestores fracos não assumem 100% da culpa para não ter que gastar com psicoterapia lá na frente.

Temos uma péssima notícia para dar a esses líderes: a culpa é toda sua!

Não assumir isso é adiar o desenvolvimento de todo um projeto, de toda a sua equipe.

Os mínimos de time ou o team minimums

A boa notícia que temos para dar é que há uma maneira de você garantir que fez o possível para evitar uma derrota: o team minimums.

Aplicando a lista dos sete mínimos de time você direciona os seus liderados para a vitória e ainda por cima ser totalmente responsável pelo resultados. Vamos conhecer as entregáveis de um líder?

1. Planejamento

O que acontece quando a equipe entra em campo sem estratégia?

Exatamente! O seu time irá perder!

Não adianta escalar um time, colocá-los em posições aleatórias, sem saber quem irá marcar o camisa 10 do time adversário, ou qual a melhor jogada para chegar ao gol, ou para segurar o resultado que favorece o clube.

Você precisa estabelecer metas e objetivos, para dar um rumo ao seu time e conseguir traçar o plano de ação e a linha do tempo convenientes.

Plano de ação ou plano operacional, nada mais é que o conjunto de ações que cada peça deve realizar para atingir determinada meta, dentro do tempo estabelecido na timeline  traçada.

Sem as metas o time não produz o suficiente; não há eficácia sem objetivo; sem um plano de ação você terá o time sobrecarregado, ocioso, desavisado, etc. E sem um prazo para cada ação, não haverá eficiência e alta produtividade da equipe.

2. Delegação de atividades

Todo membro de equipe precisa saber exatamente o que precisa ser feito, o motivo e a importância daquela atividade e os resultados que se espera do seu desempenho. Líderes costumam cair no erro de não expor esses detalhes e acabam se deparando com funcionários ineficazes, ineficientes e desmotivados.

É importante também levantar as expectativas e o ponto de vista do membro para aquelas atividades delegadas a ele, isso lhe dará flexibilidade para agregar mais funções, repensar outras e já integra o colaborador ao projeto.

O prazo para determinadas tarefas devem entrar nessa etapa pelo mesmo motivo: cobrar eficiência do liderado.

Por último é importante que se tracem alguns indicadores de performance (KPI), métrica que indicam o quanto o colaborador está performando, como por exemplo o número de ligações feitas no dia, a quantidade de clientes atendidos, o tanto de reuniões agendadas, etc.

3. Treinamento

De que adianta você ter um funcionário com um ótimo perfil, que completa o grupo e considerado um prodígio se você não o capacita para o novo desafio que ele tem a frente?

A sua desculpa é o tempo? Bom, existem formas de se capacitar um funcionário para uma nova atividade sem que você utilize muito do seu tempo.

Pode ser uma ótima forma para empoderar aquele funcionário mais experiente e delegá-lo a função de ser o mentor do coachee, ou então mostrar o caminho e as fontes de aprendizado para esse funcionário iniciante.

Independente da forma que você irá organizar o desenvolvimento do pessoal, você precisa fazê-lo. Ou então não reclame da performance do funcionário e das tarefas mal feitas.

Esse mínimo de time garante que os profissionais receberam orientações técnicas para executar determinada tarefa e evita erros e retrabalho.

4. Controle

Esse mínimo também pode ser chamado de “tracking” e deve ser realizado em um momento adequado, conforme a estratégia achar necessário.

Se ficou alinhado de antemão que a tarefa seria reavaliada dentro de um mês ou durante uma reunião semanal, isso fica a critério do líder da equipe. Mas deve ser feito um controle periodicamente!

Afinal nessa etapa nós avaliamos se os indicadores de performance estão sendo cumpridos, se o prazo segue em conformidade com o que deve ser realizado e apontamos pontos de melhoria no decorrer da execução de uma tarefa.

Ou seja, o mínimo de controle previne atrasos e corrige equívocos pequenos antes que se tornem grandes problemas.

5. Avaliação

Se o controle mostrou para aquela equipe pontos de melhoria, esse é o momento para analisar, no geral, o que foi realizado até então, repensar o que não deu certo e parabenizar os resultados alcançados.

Essa etapa acontece no final da execução da tarefa, mas durante o planejamento, e serve de motivação para alcançar metas, renovar o espírito de equipe, pôr as ações de volta aos trilhos.

Ela também deve ser aplicada no final de algum projeto, auxiliando no fechamento do ciclo de aprendizado do time. Avaliar também prepara os liderados para um projeto mais desafiador e dá conexão para a execução do próximo empreendimento.

6. Instrução individual

Esse é o mínimo em que o líder pode utilizar para se aproximar do liderado, para aprimorar a sua relação e ajudá-lo a desenvolver o seu autoconhecimento.

Você, como líder, terá um membro mais confortável para cooperar e também para expor algum problema pessoal.

Pode ser nesse momento que você descobre os motivos do baixo rendimento dessa pessoa, afinal ela estará predisposta a se abrir quando há espaço para tal.

Por isso a importância periódica dessa conversa!

Como aplicar o sexto mínimo de time?

De maneira eficiente, o líder deve parabenizar as conquistas desse funcionário com certa frequência e aos poucos abrir os olhos dele para os valores e visão pessoais.

Perguntas como “o que você espera obter deste projeto?“, “como vai o relacionamento com a equipe?” e “o que você aprendeu ao desenvolver essa tarefa?” são importantes no início, meio e fim, respectivamente, de cada projeto.

Com isso você pode dar motivo e expectativa para a tarefa ser realizada no início, verificar como ele está se sentindo ao desenvolver a atividade no meio e causar uma reflexão no fim para mostrar o aprendizado e as conquistas em se trabalhar naquele ambiente.

Percebe como isso pode ser benéfico para ambas as partes?

7. Transição

Chegou o momento de dar continuidade no projeto, com uma equipe diferente, ou desafiar a mesma equipe para um novo projeto.

E é nessa etapa que se faz necessário o último team minimums.

Se a transição for mal realizada, o novo projeto ou a nova equipe irá passar pelos mesmos problemas e não evoluir de uma maneira eficaz.

Por isso é importante que nas etapas iniciais, desde o planejamento até o treinamento, a equipe antiga deve participar. Erros antes cometidos poderão ser evitados e o processo de evolução já parte de um segundo nível e não do zero.

Pontos de alinhamento

Uma transição bem feita alavanca o progresso que será sentido na pele das equipes envolvidas e das companhias que apostaram nelas. Por isso alinhe questões como:

  • Frequência das reuniões de transição;
  • Metas de aprendizado; e
  • Tarefas práticas para fixação das responsabilidades.

O seu colete à prova de balas

Com isso nós fechamos uma reflexão de cada uma das entregáveis de um líder. Os sete mínimos de time irão blindar a pessoa que está dando a cara a tapa, que assume a responsabilidade e que não tem medo de levar as pedradas.

Abrace essa metodologia como forma de provar que você deu o seu máximo, como argumento de que o seu funcionário realmente precisa rever atitudes e como blindagem para caso uma crise econômica te atinja em cheio. Esteja pronto!

Vamos rever a lista?

  1. Planejamento;
  2. Delegação de tarefas;
  3. Treinamento;
  4. Controle;
  5. Avaliação;
  6. Instrução individual; e
  7. Transição.

Está passando por dificuldades na execução do seu plano? Revisite este checklist e tenha certeza de que não pulou nenhuma etapa!

Assim nós esperamos que você esteja mais preparado para os desafios de liderar atividades, projetos ou grupos.

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Publicado por Germano Ferreira

Editor-chefe

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