Governança corporativa: o que você precisa saber sobre e como aplicar

O que você precisa saber sobre Governança Corporativa?

O assunto veio mais uma vez à tona em 2015 quando o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, planejou criar uma nova classe de ações. Com isso, a manobra daria mais poder de controle da empresa ao presidente e o tornaria acionista principal.

Aliás, falar sobre governança corporativa se tornou moda, definitivamente, graças a rede social do Mark. O escândalo da Cambridge Analytica, que envolveu o vazamento de dados dos usuários, é mais um caso de quebra da confiança dos setakeholders.

Os acionistas da empresa apontam a fraca estrutura na governança corporativa como o principal motivo da rejeição a administração do seu comandante.

Se uma das partes do quebra-cabeça de uma empresa é decisiva para derrubar um CEO ou não, é necessário você conhecer sobre essa peça, não é mesmo?

Com o artigo desta semana pretendemos manter você informado sobre governança corporativa e oferecer conteúdo para que você possa conversar de igual pra igual com a sua rede dentro do ambiente de negócios.

Colocando café no bule para elevar o seu nível como gestor

O que é, de onde vem e do que a governança corporativa se alimenta?

Governança corporativa é o sistema que permite aos acionistas a gestão estratégica da sua empresa e a efetiva monitoração da direção executiva.

Dito de outra maneira, governança é um conjunto de ferramentas que permite os donos da empresa (acionistas) confiarem na administração dos diretores e controlarem efetivamente a gestão.

Passou a se falar sobre controles de qualidade e gestão de riscos em 1995, com a falência do Banco Barings. Em seguida, os casos do fundo dos derivativos Long Term Capital Management (1998) e da Enron (2002) foram determinantes para se criarem regras de responsabilidade fiscal das empresas que possuem capital aberto. Busque saber!

Ao aplicar a governança corporativa como deve ser, as empresas pretendem aumentar a sua confiabilidade perante investidores e agências de classificação de risco de crédito, como a Standard & Poor’s e a Moody’s.

Dessa forma, os cotistas conseguem como benefício:

  • Aumentar o valor da sociedade;
  • Facilitar o acesso a capital; e
  • Contribuir para a perenidade da empresa.

Em um artigo muito bacana, publicado na Revista BNDES, Sebastião Bergamini Júnior (2005) detalha tudo sobre o assunto.

A partir de agora, uma vez que já fixamos o “porquê” e o “quando” da governança corporativa, tentaremos aprofundar o tema. Então entenda como se encaixa essa peça no quebra-cabeça institucional nas seções a seguir…

Ferramentas e boas práticas

As três principais ferramentas que vão ajudar na implementação da governança corporativa são:

  1. Conselho de Administração;
  2. Conselho Fiscal; e
  3. Auditoria Independente.

Por que? O primeiro irá definir a linha estratégica (o que deve ser feito) e supervisionar o seu cumprimento. Já o segundo deve fiscalizar o trabalho do primeiro e, por fim, a auditoria deverá prestar suporte qualificado às tarefas dentro dessa estratégia.

Essas três ferramentas devem garantir as quatro práticas que caracterizam a governança corporativa:

  • Accountability: prestação de contas;
  • Disclosure: transparência;
  • Fairness: equidade; e
  • Compliance: responsabilidade corporativa.

Ao se desviar desta conduta a administração da empresa corre riscos de se desvalorizar no mercado por perder credibilidade e confiança, correndo o risco de arruinar uma empresa.

Segundo os estudo apresentados no citado artigo da Revista BNDES, a chance de colapso de uma companhia é muito maior quando não há uma forte estrutura que garanta essas boas práticas.

A governança corporativa está diretamente ligada ao sucesso empresarial. Entenda!

Em teoria o conceito é lindo, mas como aplicar essas quatro condutas citadas acima?

O que as ferramentas (conselhos e auditoria) devem apresentar como estratégia nós podemos dividir em cinco ações:

1. Controle de fraudes

É importantíssimo demarcar os limites éticos da corporação para eliminar o risco de fraude por algum funcionário, assim como os sistemas operacionais que podem falhar.

Algumas táticas que podem ser colocadas em ação, são:

  • Código de ética e manuais de conduta para evitar erros voluntários;
  • Programas de treinamento e capacitação para evitar erros involuntários;
  • Sistemas de alçadas, de autorizações e de delegações para aumentar o poder de controle sobre os processos; e
  • Processos detalhados, programas de contingência e planos de continuidade de negócios para evitar falhas e diminuir danos que possam ser causados por essas falhas.

2. Cultura de gerenciamento de risco

A avaliação do papel do Conselho de Administração e da Diretoria Executiva deve pautar-se pela difusão de uma forte cultura de gerenciamento de risco. A cobrança e o controle contábil devem ser sentidos pela média gerência a ponto de gerar um sentimento de pertencer a administração dos riscos internos da empresa.

3. Segregação de funções

Deve ser clara a separação das funções entre Conselho Administrativo e Diretoria Executiva. Afinal, ambos não podem ser confundidos para que a empresa não se desvie dos princípios de accountability disclosure.

O conselho orienta e supervisiona a diretoria!

Enquanto à diretoria, cabe o papel de administrar a empresa e prestar contas ao conselho e este, por sua vez, encaminhará a prestação de contas aos proprietários.

4. Compliance

Além de alinhar-se a normas internas, é importante que as ferramentas atendam a normas externas.

De que maneira? Implementando programas que asseguram a integridade na comunicação entre operação e alta administração, como por exemplo, a criação de uma assessoria de compliance entre Diretoria Executiva e os Conselhos.

5. Auditoria interna

Na última ação estratégica, garantiremos que os riscos sejam antecipados através da aplicação de testes com base em informações coletadas por esta unidade. Já a apuração de fraudes se concentra na Ouvidoria e no Comitê de Ética.

Agindo dessa forma, a administração previne e remedia fraudes, diminuindo as perdas que viriam de adulterações, golpes e enganos.

Considerações finais

Estamos entendidos? Faz sentido pra você que a governança corporativa se encaixe como uma peça no quebra-cabeça corporativo?

Parece um assunto complicado, mas é importante que se fale sobre. Afinal, controle de fraudes e riscos de uma empresa gera uma consciência ética mais ampla, espalhando-se do mundo dos negócios para os outros âmbitos da nossa sociedade.

Com isso, apresentamos a importância e as diferenças entre accountability, disclosure, fairness compliance. Além de sabermos que os quatro princípios da governança corporativa são primordiais para o sucesso da empresa.

E que se não fossem as suas três ferramentas os princípios não seriam aplicados!

Temos café no bule para falar sobre o assunto daí em diante, não temos? Então curta e compartilha este texto no LinkedIn para sabermos que o texto está agradando e a agregando conteúdo.

Publicado por Germano Ferreira

Editor-chefe

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: